O Assassinato do Expresso do Oriente

por: Maria Clara Mardegan Rodrigues

O Assassinato do Expresso do Oriente foi o primeiro livro de suspense e o primeiro livro da autora que eu li, e simplesmente adorei.

O livro foi escrito pela autora inglesa Agatha Christie (que é considerada a rainha do suspense), publicado pela primeira vez no dia 1 de janeiro de 1934, pela editora Collins Crime Club . A obra já foi adaptada para o cinema duas vezes, a primeira em 1974 e a segunda em 2017.

A obra é dividida em três partes: I- Os Fatos, II- Os Testemunhos, III- Hercule Poirot Para e Pensa. Na primeira a história é introduzida assim como os personagens, e na minha opinião a parte mais lenta da história. A segunda parte é o momento em que Poirot começa a recolher depoimentos dos passageiros (minha parte preferida). E a terceira que já é auto explicativa, o detetive para e pensa.

O palco da história é o Expresso do Oriente, um serviço de trem a longa distância que teve diversas rotas, porém a mais famosa delas, que é inclusive usada pelo protagonista do livro era a que ligava Paris a Constantinopla (atual Istambul). O trem era tido como um dos mais luxuosos do mundo e era usado desde burgueses milionários até aristocratas europeus. Esse era um cenário perfeito para a autora que tanto amava escrever histórias em lugares exóticos e\ou onde seus personagens não pudessem ir embora, e assim, ficassem confinados em um só espaço.

A história gira em torno do detetive belga Hercule Poirot, que após resolver um caso em Aleppo resolve tirar umas férias em Constantinopla, contudo assim que chega ao hotel onde iria se hospedar recebe um telegrama solicitando sua presença em Londres com urgência por conta de um caso. Para voltar para Londres o detetive conta com a ajuda de seu amigo M. Bouc, que era ninguém mais, ninguém menos que o diretor da companhia do Expresso do Oriente, para arrumar uma vaga no trem, que estava estranhamente cheio para aquela época do ano.

Durante a segunda noite de viagem (que estava prevista para durar cerca de 3 dias) o trem passa por uma nevasca durante a noite, e um passageiro não muito querido pelos outros presentes no trem(que já havia pedido ao detetive para servir como seu “segurança particular”, pois de acordo com ele próprio estava correndo perigo de vida), é brutalmente assassinado com 12 facadas. Como modo de devolver o favor ao dono da companhia Hercule começa a investigar o crime.

Agora, com o trem preso em meio a nevasca, resta a Poirot encontrar o assassino antes que ele ataque novamente ou que o trem chegue ao seu destino.

O Assassinato do Expresso do Oriente é aquele tipo de livro em que você não entende nada no começo, mas depois não consegue mais parar de ler. Ao ler a cena inicial, uma conversa entre Poirot e o tenente Dubosc, o leitor (ou, pelos menos eu) tem a impressão que está lendo uma sequência, a história corre como se estivéssemos acompanhando-a à séculos, e essa sensação nos acompanha até o momento que o detetive embarca no trem e nós nos acostumamos com o ritmo do livro. Após o assassinato o livro toma um rumo tão intrigante que faz com que seja impossível desgrudar os olhos das páginas.

Com um final digno de Agatha Christie, chocante e totalmente inesperado, o livro te sequestra da vida normal e leva para um trem preso em meio a neve para resolver um grande mistério junto ao grandioso Hercule Poirot.

“O impossível não pode ter acontecido. Consequentemente, o impossível é possível, a despeito das aparências.” – Agatha Christie, O Assassinato no expresso do Oriente (1934).

Autor: Agatha Christie (Autor)

Tema: Suspense / Mistério

Editora: L&PM

Idioma: Português

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